Varrição mecanizada: custo x benefício em diferentes portes

por Grupo Editores Blog.

Nos últimos anos, a gestão da varrição ganhou espaço no debate público urbano. Cidades inteligentes buscam reduzir custos e melhorar serviços com apoio da tecnologia.

Esse cenário pressiona gestores a comparar varrição manual e mecanizada. A decisão muda conforme o porte municipal e a capacidade de investimento.

Varrição e produtividade nos pequenos municípios

Em cidades pequenas, a varrição manual ainda domina as operações diárias. O custo por quilômetro tende a ser maior devido à baixa escala.

Dados nacionais mostram média de 1,64 km por varredor ao dia. Isso eleva despesas com pessoal e aumenta o tempo de execução.

Mesmo assim, muitos municípios pequenos mantêm o modelo atual. A limitação orçamentária dificulta a adoção de máquinas modernas.

Para cidades inteligentes de pequeno porte, a mecanização parcial já traz ganhos. Rotas centrais podem receber apoio mecanizado em dias específicos.

Cidades de médio porte

Municípios médios vivem um ponto de transição importante na varrição. O custo médio nacional chega a R$ 128,97 por quilômetro.

A varrição mecanizada alcança até 55 km por turno. O trabalho manual cobre cerca de 1,5 km no mesmo período.

Essa diferença altera todo o planejamento urbano. Menos equipes são necessárias para atender grandes áreas.

Cidades inteligentes usam dados para definir rotas e horários. Isso reduz desperdícios e melhora o uso das máquinas.

A terceirização cresce nesse porte municipal. Ela permite acesso rápido à tecnologia sem altos investimentos iniciais.

Varrição mecanizada e escala nos grandes centros

Nos grandes municípios, a varrição mecanizada é parte central da limpeza urbana. O custo unitário cai para cerca de R$ 109,54 por quilômetro.

Em São Paulo, o valor por eixo chega a R$ 41,27 por quilômetro. Uma única máquina pode substituir até oito trabalhadores manuais.

Empresas públicas relatam até 50 km varridos por dia. Cada máquina recolhe quase quatro toneladas de resíduos.

Além do custo, há ganhos em segurança do trabalho. O contato direto com resíduos e plásticos é reduzido.

Cidades inteligentes usam sensores e sistemas de gestão integrados. Isso aumenta a eficiência e o controle dos serviços.

Cenário internacional

No mercado internacional, a varrição mecanizada cresce com a urbanização. Nos Estados Unidos, o custo varia entre 45 e 75 dólares por hora.

Programas maiores geram economia entre 2% e 9%. O mercado global deve atingir quase três bilhões de dólares até 2032.

Modelos mecânicos são mais eficazes em áreas urbanas densas. Eles lidam melhor com resíduos pesados e grandes volumes.

Esse movimento influencia cidades inteligentes no Brasil. A troca de experiências acelera decisões mais eficientes.

Decisão estratégica para gestores

A escolha do modelo de varrição deve considerar porte e objetivos urbanos. Não existe solução única para todos os municípios.

Gestores e auditores precisam olhar custo, produtividade e riscos. A mecanização mostra melhor retorno em médias e grandes cidades.

Planejamento baseado em dados aproxima o município do conceito de cidades inteligentes. A varrição passa a ser investimento, não apenas despesa.

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