A cidade amiga do idoso ganhou força nas políticas públicas nos últimos anos. O programa da OMS orienta gestores desde 2007. Ele propõe adaptar serviços e espaços ao envelhecimento. Também dialoga com o conceito de cidades inteligentes.
No Brasil, a adesão cresce, mas a execução ainda é desigual. Há avanços importantes em algumas cidades. Porém, muitas ainda estão em fase inicial. Entender o protocolo ajuda auditores e gestores a agir melhor.
Cidade amiga do idoso: o que a OMS exige na prática
O programa Age-Friendly Cities define oito domínios essenciais. Eles orientam o planejamento urbano e social. Espaços públicos devem ser acessíveis e seguros. Transporte precisa ser adaptado e com informação clara.
A moradia deve ser adequada e com suporte e a participação social deve ser incentivada. O respeito ao idoso precisa ser promovido, e também é essencial ampliar o acesso ao trabalho.
A comunicação deve ser simples e acessível. Serviços de saúde precisam atender bem essa população. Tudo deve funcionar de forma integrada, e as cidades inteligentes ajudam a organizar esses dados.
A adesão exige compromisso formal do prefeito. O município precisa fazer um diagnóstico inicial, e depois, deve criar um plano de três anos. A participação dos idosos é obrigatória.
Quantas cidades aderiram
O Brasil tem entre 69 e 70 cidades na rede da OMS. Além disso, Paraná e Rio de Janeiro são membros afiliados. O governo federal também participa do programa. Isso mostra avanço institucional.
O Paraná concentra cerca de 71% das cidades participantes. O estado quer certificar todos os seus municípios. Entre as cidades estão Curitiba e Cascavel. Também há municípios menores.
Outros estados têm menor participação. São Paulo tem três cidades certificadas. Rio Grande do Sul conta com quatro cidades. Santa Catarina e Minas Gerais têm poucos registros.
Em 2026, foi criada a Lei nº 15.476. Ela institui o título nacional de cidade amiga do idoso. O reconhecimento vale por três anos. Os critérios seguem o modelo da OMS.
O que já foi implementado na Cidade amiga do idoso
Algumas cidades avançaram de forma concreta. Porto Alegre foi a primeira certificada, em 2009. A cidade ampliou serviços e combate ao etarismo. Também melhorou a mobilidade urbana.
Curitiba apresentou mais de 70 iniciativas. Projetos incluem melhoria de calçadas e transporte adaptado. Há ações de inclusão social e envelhecimento ativo. Cidades inteligentes apoiam essas soluções.
Esteio criou programas de saúde e inclusão digital. Também estruturou o conselho do idoso. São Paulo, certificada em 2025, lançou plano amplo e as ações envolvem mobilidade e cultura.
Essas iniciativas mostram resultados positivos. Elas reduzem o isolamento social. Também melhoram o acesso a serviços públicos. A tecnologia ajuda a ampliar o alcance.
O que ainda falta avançar
Apesar dos avanços, há desafios importantes. Muitas cidades não monitoram indicadores. Isso dificulta avaliar os resultados. A gestão precisa de mais dados.
A integração entre secretarias ainda é limitada. Falta continuidade em alguns projetos. Recursos financeiros também são restritos. Isso impacta a execução das ações.
A capacitação de servidores é outro ponto crítico. Gestores precisam entender o modelo da OMS. Parcerias podem ajudar nesse processo. Cidades inteligentes fortalecem essa integração.
O Brasil avançou na adesão, mas precisa melhorar a prática. O programa exige continuidade e avaliação. Sem isso, os resultados ficam limitados. O desafio agora é consolidar políticas eficazes.

