Copa do Mundo 2026: Uber instala quiosques que funcionam sem app para turistas

por Grupo Editores Blog.

Texto adaptado de smartcitiesdive.com

Entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, a Copa do Mundo mais ambiciosa da história acontecerá em 16 cidades e três países (EUA, México, Canadá), reunindo 48 seleções. Entre 1 e 6 milhões de visitantes devem chegar aos EUA, aumentando chegadas internacionais em quase um terço.

Como preparar cidades para esse tsunami de turistas? Com tecnologia que elimina barreiras.

Uber: pague corrida sem ter o app

A inovação mais interessante são quiosques físicos em aeroportos, hotéis e portos que permitem reservar e pagar corridas mesmo sem ter o app Uber ou plano de dados local.

O primeiro foi instalado em dezembro no Aeroporto LaGuardia (Nova York). Funciona assim:

  1. Usuário digita destino e preferência de corrida
  2. Paga com cartão de crédito
  3. Recebe recibo impresso para motorista escanear

Simples. Eficiente. Sem fricção.

Mais quiosques serão instalados nos próximos meses em cidades-sede.

WeChat Pay para 1,2 bilhão de chineses

Parceria com Adyen (plataforma global de pagamentos) permite que 1,2 bilhão de usuários do WeChat Pay paguem corridas Uber nos EUA.

“Muitas pessoas da Ásia vêm para a Copa e aproveitarão o WeChat Pay”, diz Trevor Nies, VP da Adyen.

A parceria se expande para Emirados Árabes, Hong Kong, Caribe, Japão e México.

Brasil domina reservas: NY, Miami e Filadélfia

Calendário da Seleção

  • 13 junho: Brasil x Marrocos (MetLife Stadium, NY)
  • 19 junho: Brasil x Haiti (Lincoln Financial, Filadélfia)
  • 24 junho: Brasil x Escócia (Hard Rock Stadium, Miami)

Nova York lidera reservas de brasileiros na plataforma Civitatis, seguida por Miami em quarto lugar.

Preços explodem

Voos do Brasil:

  • Miami: R$ 5.925 (alta 65%)
  • Nova York: R$ 5.766 (alta 42%)

Hospedagem:

  • Nova York: R$ 2.529/noite (alta 61%)
  • Miami: R$ 1.566/noite (alta 23%)

Orlando: US$ 50 milhões (sem ser sede!)

Mesmo fora da lista oficial, Orlando receberá Brasil e Croácia na plataforma “Road to 26”, movimentando US$ 50 milhões na economia local.

“Orlando se consolidou como polo estratégico do futebol brasileiro nos EUA”, afirma Ricardo Villar, CEO da FC Series.

A expectativa inclui ocupação hoteleira, restaurantes, transporte e atrações turísticas.

LA Metro: playbook para agências de transporte

A Autoridade de Transporte Metropolitano de Los Angeles criou guia completo para agências de transporte prepararem megaeventos, resultado de meses preparando-se para a Copa.

O playbook cobre:

  • Práticas críticas de transporte
  • Segurança pública
  • Cibersegurança
  • Integração multimodal

Documento está disponível para outras cidades replicarem.

16 Cidades, três zonas logísticas

Zona Leste: Toronto, Boston, Filadélfia, NY/NJ, Miami Zona Oeste: Vancouver, Seattle, São Francisco, LA, Guadalajara Zona Central: Kansas City, Dallas, Atlanta, Houston, Monterrey, Cidade do México

Desafios logísticos sem precedentes

Documentação por país

Cada país tem regras próprias:

  • EUA: Visto americano obrigatório
  • Canadá: eTA ou visto pode ser necessário
  • México: Brasileiros não precisam de visto

Distâncias continentais

Vancouver a Miami: 4.700 km Guadalajara a Toronto: 3.500 km

Torcedores acompanhando múltiplos jogos precisam planejar voos internos com muita antecedência.

Tecnologia nas cidades-sede

Nova York: Metrô 24h, aeroportos expandidos, quiosques Uber Miami: Sinalização multilíngue, WeChat Pay, Hard Rock tech Los Angeles: SoFi Stadium com tela LED de 120 jardas (maior do mundo)

Lições da Copa 2014 no Brasil

O que funcionou

  • Apps de mobilidade (Uber, 99)
  • Pagamentos digitais
  • Portais centralizados de informação

O que falhou

  • Estádios superdimensionados (“elefantes brancos”)
  • Obras de mobilidade inacabadas
  • Orçamentos que explodiram

Meta da Uber: “pagamentos sem fricção”

“Nosso objetivo é tornar pagamentos sem fricção para o usuário final”, disse Nies da Adyen.

A estratégia reflete tendência global: remover barreiras. Quanto mais fácil pagar, se locomover e encontrar informações, maior o gasto turístico.

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