Rosas de Ouro e baterias da USP celebram Carnaval 4.0.

 

A indústria 4.0 já é prioridade na agenda de todos os grandes países. Os processos produtivos estão sob transformação, na medida em que a revolução informacional e da biotecnologia seguem. Assim, nasce o temor do desemprego. Trabalhadores serão substituídos por máquinas? Não é bem assim, mas há a necessidade de retreinar 10 milhões de pessoas nos próximos dez anos, segundo o professor Marcos Barreto, da Escola Politécnica (Poli).

 

Dada a urgência do assunto, os professores da Poli buscam estratégias alternativas para informar a população sobre a indústria 4.0. Uma delas é ocupar o Sambódromo do Anhembi em 2020. A escola de samba Rosas de Ouro apresentará o enredo Tempos Modernos. Com apoio da USP e de outras universidades, os ritmistas, passistas e carros alegóricos narrarão ao público a história da primeira até a quarta revolução industrial. “A intenção é criar uma brecha para discutir o futuro”, declara Barreto ao Jornal da USP no Ar.

 

A diretora da Rosas de Ouro, Angelina Basílio, conta que as universidades já participam de todo o processo de produção da escola de samba para o Carnaval 2020. “Todo dia tem um engenheiro diferente”, diz. Ela aponta que o desfile é uma oportunidade de desmistificar a relação entre arte e tecnologia. Evitando os spoilers, a diretora só ri do robô sambista, construído pela Poli, tema abordado pelo Jornal da USP

 

A mensagem da Rosas de Ouro e da USP sobre a indústria 4.0 será transmitida para mais de 200 países. Barreto exalta os tempos de mudança para criar uma nova relação entre academia e a sociedade. “Falaremos de indústria 4.0 na Praça do Relógio e de frente à Reitoria, cercados pelo batuque”, explica. Na próxima sexta-feira (29), componentes da bateria da Rosas de Ouro vêm à USP,  unindo-se às baterias universitárias de diversas unidades.

 

“Não dá para o Brasil ficar fora dessa discussão”, alerta o professor. Ele explica que, além da inteligência artificial e da automação, a quarta revolução industrial abarca a biotecnologia e a engenharia genética. A USP já desenvolve conhecimento nessas áreas. Agora, Barreto convida a população ao diálogo.

 

Fonte: Jornal da USP.

 

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