Aparecida de Goiânia vai de cidade dormitório a geradora de emprego com 15 mil novas empresas criadas em 4 anos.

 

Com uma localização geográfica considerada privilegiada por investidores, o município de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, vem, nos últimos anos, segundo a prefeitura, deixando de ser uma cidade dormitório e se consolidando no cenário nacional de negócios. A cidade figura em boas posições nos rankings de emprego, criação de novas empresas e gestão fiscal.

 

A cidade está prestes a comemorar 97 anos neste sábado (11). Com cerca de 580 mil habitantes, Aparecida de Goiânia vem, de acordo com o prefeito Gustavo Mendanha (PMDB), mudando o seu perfil nos últimos 20 anos, virando um município empresarial, industrial e universitário, com foco também no turismo de negócios. A prefeitura é outra geradora de emprego.

 

“A cidade vem se consolidando com o crescimento do número de empresas, sendo destaque nacional na geração de empregos e aumento do número de faculdades públicas e privadas. É perceptível essa mudança de perfil no início da manhã e no fim da tarde, com a quantidade de carros se descolando de outras cidades da região para Aparecida e depois retornando”, destacou o prefeito.

 

Para o prefeito, a boa relação entre poder público e indústrias tem gerados resultados positivos para a cidade. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Aparecida de Goiânia foi a segunda cidade que mais gerou emprego em 2017 no Brasil, ficando atrás apenas de Joinville (SC).

 

Em 2018, no ranking final, a cidade não figurou entre as primeiras posições do Caged, mas, mesmo assim, teve saldo positivo de 1.600 novas vagas criadas.

 

“Continuamos nos destacando na geração de empregos, só nos dois últimos anos fechamos com mais de 6 mil novas vagas, ou seja, contratando mais do que demitindo. Nosso setor industrial se destaca, mas o nosso comércio também é muito forte, temos três shoppings, dois deles de grande porte, onde são ofertadas milhares de empregos”, comentou Mendanha.

 

O setor logístico, de acordo com o prefeito, é, sem dúvida o mais forte, com uma diversidade de empresas que distribuem seus produtos a partir da cidade, seja no ramo de alimentação, confecção farmoquímica, entre outros.

 

“A nossa localização é boa, onde somos cortados por duas rodovias federais e estamos no centro do país, o que favorece a logística de escoamento da produção para todas as regiões do país e isso atrai os empreendedores. Além disso, temos uma política de incentivo fiscal bastante atrativa”, destacou Mendanha.

 

Foi exatamente este perfil, que segundo o empresário Osvaldo Antônio Zilli, fez com que o grupo de transportes vindo de Santa Catarina, especializado em operação logística, buscasse Aparecida de Goiânia.

 

O grupo cresceu junto com Aparecida e hoje já é responsável pela operação logística de mais de 50 empresas, gerando 1.150 empregos diretos.

 

“Tenho muita gratidão pelo acolhimento e o bom relacionamento republicano que trouxe essa evolução nestes últimos 20 anos”, disse Zilli, que já presidiu a Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia (Aciag). “Participamos deste começo, conseguindo trazer muitas empresas de fora para montar as suas filiais aqui”, completou.

 

Empresas continuam chegando

 

De acordo com levantamentos feitos pela secretaria municipal de Fazenda, nos últimos quatro anos, 15 mil novas empresas foram criadas. O prefeito informou que há atualmente mais 46 mil CNPJs cadastrados no município, incluindo desde o profissional liberal ao grande empresário.

 

“Temos que destacar o dinamismo dos empresários que, apesar da crise, continuaram com muita coragem e ousadia, a investirem em seus negócios. Os números e resultados positivos revelam o potencial do município e mostram que o caminho percorrido é o certo”, disse Gustavo.

 

São pelo menos cinco polos empresariais e industriais que impulsionam também o turismo de negócios.

 

“A cidade vem se desenvolvendo a cada dia e gerando mais empregos. Apostamos também no empreendedorismo, reforçando a indústria, o comércio e nosso setor de serviços que é muito forte também. A nossa Casa do Empreendedor é uma porta de entrada para o pequeno e micro empresário”, destacou Mendanha.

 

Para o prefeito, a franca expansão industrial e o desenvolvimento econômico dos últimos anos de Aparecida de Goiânia seguem despertando a atenção de grandes empresas e investidores, tanto que, segundo ele, serão lançados nos próximos meses os polos de confecção e tecnológico.

 

“Buscamos a desburocratização e redução de algumas alíquotas, além de ceder áreas para a implantação de projetos de interesses do município. Nós temos quatro distritos industriais da prefeitura. Na Cidade Empresarial, a prefeitura oferece alíquotas menores para quem se instala nela”, afirmou o prefeito.

 

As negociações para o polo de confecção de Aparecida de Goiânia já estão em andamento. A proposta é que a área para implantação do polo seja cedida pela Prefeitura de Aparecida e os lojistas invistam na construção, que deve ficar, segundo a gestão municipal, ao lado do Anel Viário, na região do Polo Industrial e tem cerca de 140 mil m².

 

Dados do município apontam que hoje existem 240 confecções instaladas na cidade, algumas de renome mundial.

 

PIB em crescimento

Outro fator destacado pelo prefeito são as Parcerias Públicas Privadas (PPP). Segundo ele, o reflexo disso, é o boom do Produto Interno Bruto (PIB) do município. Os dados apontam que em 2009 o PIB era de 3,8 bilhões e fechou 2018 em mais de R$ 12 bilhões.

 

De acordo com o Governo do Estado, a última pesquisa do PIB anual realizada pelo Instituto Mauro Borges (IMB), a partir de dados do IBGE, referente ao ano 2016, o município de Aparecida de Goiânia apresentou Produto Interno Bruto no valor de R$ 6,05 bilhões, o que o coloca como segundo cidade, após Goiânia (35,7%), com maior índice de participação no PIB Estadual, que totalizou R$ 79,51 bilhões naquele ano.

 

No ranking dos 100 maiores municípios brasileiros, Aparecida de Goiânia se apresenta na 77° posição. Ainda segundo o Governo do Estado, em relação ao cenário nacional referente à indústria, a cidade está entre os cem maiores valores adicionados da indústria brasileira, ocupando a 91ª posição e, no setor de serviços, ocupa a 66ª posição.

 

Contas públicas vão bem, diz prefeito

Outros dados da Secretaria de Fazenda do município revelam que a receita de Aparecida de Goiânia cresceu quase 300% em uma década, entre 2008 e 2018.

 

“Nós temos uma saúde financeira positiva, trabalhamos este ano com um superávit nas nossas contas de 9% a 10%. Nos últimos dez anos o nosso orçamento era próximo de R$ 300 milhões ao ano e agora a nossa projeção para 2019 é de R$ 1,3 bilhão”, afirmou o prefeito.

 

De acordo com o secretário da Fazenda, André Luis Rosa, a boa situação fiscal da cidade é atestada pelo Tesouro Nacional, que deu nota A para estimativa da capacidade de pagamento (Capag) do Município.

 

“A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) colocou Aparecida de Goiânia como a 21ª cidade no Brasil com a melhor situação fiscal, a primeira em Goiás e no Centro-Oeste”, informou.

 

Equilíbrio na Previdência

Os reflexos de uma arrecadação, apontada pelo município como saudável, são percebidos também nas contas previdenciárias do município, que estariam sendo fechadas com saldo positivo, segundo a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, ligada ao Ministério da Economia.

 

O resultado do levantamento feito pelo órgão é a junção das receitas e despesas na parte financeira dos órgãos previdenciários dos municípios. Com receita de R$ 70 milhões e despesa de R$ 19,4 milhões, o regime próprio de Aparecida de Goiânia teve superávit de R$ 51 milhões em 2017. Segundo dados da AparecidaPrev, em 2018 o resultado no Caixa da Previdência também foi positivo. Com receita de R$ 71,5 milhões e despesa de R$ 21,2 milhões, o município teve superávit de R$ 50,2 milhões.

 

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Fonte: G1.

 

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